O Núcleo Especial de Atendimento à Mulher - Neam, da Polícia Civil em Santo Antônio de Jesus, será nomeado em homenagem à delegada Patrícia Jackes, que foi vítima de feminicídio pelo companheiro em 2024. O nome da delegada Patrícia Neves Jackes Aires será dado ao Neam em reconhecimento à sua atuação na defesa dos direitos das mulheres, por ter colaborado em vida para implantação do Núcleo e ao seu trabalho. A advogada também era especialista em direito penal e processo penal.
A homenagem acontece nessa terça-feira, dia 12, quando completa um ano de sua morte. Às 16 horas, o auditório, que levará o nome da delegada, será o local da homenagem. Em seguida, a partir das 18 horas, será realizada uma missa na Igreja Matriz, em memória de Patrícia Jacques, com a presença dos colegas delegados da Polícia Civil da Bahia
A delegada assassinada tinha forte atuação justamente no combate à violência de gênero e chegou a passar pelo Núcleo Especial de Atendimento à Mulher com sede na 4ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior - 4ª Coorpin.
Mãe e atuante no enfrentamento às violências de gênero: quem era a Delegada Patrícia Jackes
Patrícia Neves Jackes Aires nasceu em Recife, capital pernambucana, e tinha um filho. Bacharel em Direito e especialista em Direito Penal e Processo Penal, a delegada tomou posse em 2016, sendo designada em seguida para a delegacia de Barra, no oeste da Bahia. Depois, comandou as delegacias de Maragogipe e São Felipe, também no recôncavo, antes de ter sido lotada em Santo Antônio de Jesus, na mesma região, onde atuava como plantonista.
Patrícia Jackes tinha forte atuação na prevenção e enfrentamento às violências de gênero. Em 2021, ela passou pelo Núcleo Especializado de Atendimento à Mulher (NEAM), da 4ª Coordenadoria de Polícia, no município de Santo Antônio de Jesus. Antes de se formar em Direito, Patrícia se graduou em Licenciatura Plena em Letras. Ela trabalhou por 12 anos como professora de línguas portuguesa e inglesa.

RELEMBRE O CASO
A delegada Patrícia Neves Jackes Aires, de 39 anos, foi encontrada morta em um domingo, dia 11 de agoisto de 2024, dentro do próprio carro, em uma área de mata, no município de São Sebastião do Passé, na Região Metropolitana de Salvador.
O companheiro dela, Tancredo Neves, de 26 anos, foi preso em flagrante e está preso. Ele admitiu que inventou para a polícia a versão que os dois teriam sido sequestrados. Tancredo Neves falou que "girou o cinto de segurança no pescoço dela" para se defender de supostas agressões durante uma discussão.













