Embora o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, tenha baixado portaria proibindo por três meses a importação de cacau da Costa do Marfim, os protestos dos produtores vão continuar, segundo Vanuza Barroso, presidente da Associação Nacional dos Produtoes de Cacau (ANPC). Os cacauicultores, que no Brasil são 100 mil, 60 mil na Bahia, querem suspensão das importações até que seja comprovada a real necessidade de trazer amêndoas de outros países.
"É uma medida temporária. E também dá o direito da Costa do Marfim se pronunciar. Ora, se eles vão falar mal deles mesmos", disse. Segundo Vanuza, a Costa do Marfim, maior produtor mundial, compra cacau de vizinhos e isso implica nos riscos de trazer para o Brasil problemas fitossanitários. Diz Vanuza que, após a relização de um encontro com a participação de Jerônimo e a decisão de Fávaro, o governador pediu que os produtores evitassem manifestações. "Evitar como, se não fomos atendidos? Fizemos nova manifestação em Ilhéus. Resultado, o governo foi lá e multou as vans que transportavam o pessoal".










